All You Need is Kill (Crítica)

 Assim como muitos eu conheci All You Need is Kill pelo filme No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow no original), para minha surpresa o filme foi baseado nesse mangá que foi publicado originalmente em 2004, para minha surpresa maior ainda o desenhista é o mesmo responsável pelo Death Note, Takeshi Obata, li o quadrinho e curti bastante, vamos analisar a obra então:

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 Se quiser ler a crítica que fiz sobre o filme No Limite do Amanhã clique aqui.

 All You Need is Kill foi escrito por Hiroshi Sakurazaka e desenhado por Takeshi Obata (é raro mangás serem feitos por mais de uma pessoa), no enredo a terra foi invadida por criaturas chamadas de Mimetizadores e os humanos entraram em guerra com essas bizarras criaturas, Kiriya Keiji acaba morrendo em combate mas misteriosamente entra em um loop que sempre que é morto retorna para um dia antes do confronto, agora ele precisará encontrar uma maneira de sobreviver ao combate e escapar desse loop eterno, para isso ele contará com a ajuda de Rita Vrataski, uma lenda viva no combate contra os Mimetizadores.

 O enredo inicialmente é um pouco confuso e nem tudo é explicado no decorrer da trama, somos inseridos em um universo apocalíptico sem nenhuma base o que pode tornar a imersão inicial um pouco confusa, no entanto no decorrer do quadrinho as coisas ficam um pouco mais claras (não totalmente), Kiriya Keiji apesar de ser o protagonista não teve muito da sua história explorada, pelo contrario de Rita Vrataski que foi muito melhor trabalhada, no entanto os dois personagens funcionam extremamente bem em todo aquele universo e o final da história é de partir o coração, a cada loop que Kiriya Keiji passa vemos o personagem se transformar de um novato para um veterano de guerra, tal como sua relação com Rita que vai se tornando mais intensa por parte do rapaz já como todos os dias Rita Vrataski o conhece pela primeira vez, uma sacada genial do roteiro.

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Uma das cenas iniciais de All You Need is Kill
 A arte de All You Need is Kill é de cair o queixo, Takeshi Obata já havia me surpreendido muito com Death Note se provou ser ainda mais brilhante, as cenas de ação e seus traços são belíssimos, toda a ambientação é muito bem feita também, o que é até raro para mangás, no geral são muito simplórios ou com traços confusos e sujos.

 Apesar de não ser um grande fã de mangás eu adorei muito este, havia curtido o filme No Limite do Amanhã mas sinceramente, não chega perto de toda profundidade que o quadrinho conseguiu construir, não que o filme seja ruim mas é que o quadrinho é excelente, o final é muito bacana e te deixa com um gostinho de querer ler mais, há alguns alívios cômicos que me incomodaram um pouco mas deve ser porque não estou acostumado com mangás (quem lê com mais frequência não deve achar ruim), alguns pequenos detalhes que me incomodaram mas no geral é uma obra fantástica e recomendo a todos, sejam apaixonados por mangás ou não.

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No Japão servem chá verde de graça depois das refeições?
 Para quem quiser ler o quadrinho você pode encontra-lo na Comix, há uma publicação dividida em dois volumes ou uma edição especial em volume único (foi a qual adquiri), da um clique aqui e da uma olhada lá no site, abraços!