Mulher-Maravilha: Sangue (Crítica)

 Mulher-Maravilha: Sangue é um dos encadernados da Panini que eu mais aguardei o lançamento, principalmente por ser escrito pelo Brian Azzarello e se tratar de uma personagem com tão poucos quadrinhos no mercado, Mulher-Maravilha: Sangue se destaca dos demais encadernados dos Novos 52 e traz um quadrinho original e muito bom.




 O quadrinho conta com os roteiros de Brian Azzarello (100 Balas, Hellblazer, Batman: Cavaleiro das Trevas 3) e a arte de Cliff Chiang nos capítulos 1 ao 4 e Tony Akins nos capítulos 5 e 6.

 Esta obra da Mulher-Maravilha tem seu merecido destaque por ter um enredo brilhante e totalmente disperso dos demais quadrinhos da DC, durante todo o período em que Azzarello cuidou da personagem o escritor teve total liberdade para contar sua história sem influencia alguma dos outros títulos no mercado.

 Mulher-Maravilha: Sangue não se trata propriamente de um quadrinho de super heróis, é mais um (excelente) quadrinho de ação e aventura inspirado na mitologia grega, Azzarello teve a liberdade de remodelar a origem de Diana, em que nessa história a amazona não foi concebida do barro e sim de um relacionamento entre sua mãe Hipólita e Zeus.


 Diana acaba sendo encarregada de proteger uma humana chamada Zola que carrega em seu ventre um filho de Zeus, a princesa amazona precisará lidar com a fúria de Hera ao mesmo tempo que o Deus do Olimpo desapareceu deixando uma vaga em aberto para os deuses disputarem.

 O quadrinho possui uma arte incrível, em destaque os desenhos do Cliff Chiang que possui um traço firme e minimalista, tudo combinado com uma excelente coloração tornando essa obra diferente dos demais quadrinhos do gênero.

 A Mulher-Maravilha de Brian Azzarello já é considerado uma das melhores fases desde a criação da personagem, sem precisar depender da participação de outros personagens de peso da DC ou abusar de clichês, o nível de detalhamento e pesquisa do enredo é colossal, o tipo de obra recomendável até mesmo para quem não é fã de super heróis.


 Seguindo o padrão de excelência a Panini mais uma vez caprichou no acabamento do encadernado, e para o nível de detalhamento a obra está em um excelente custo/benefício, caso queira adquirir o quadrinho clique aqui.

 O único ponto negativo é que a história não termina nesse volume, e como não se trata de um periódico não se sabe ao certo quando o segundo volume vai sair mas vale a pena aguardar, se a publicação seguir a mesma proposta dos Estados Unidos teremos aproximadamente 6 volumes para fechar essas histórias, estou no aguardo ansiosamente.