Capitão América: O Soldado Invernal (Review)

Ed Brubaker é um dos melhores roteiristas da Marvel em atividade, em seu vasto currículo ele escreveu a melhor fase do Capitão América e fez o inimaginável, trouxe Bucky Barnes, o parceiro mirim do Capitão de volta a vida em uma saga fantástica.



 Retrabalhar o Capitão América não era uma tarefa fácil, principalmente em uma América dividida devido aos ataques do 11 de setembro (era impossível agradar a esquerda e direita ao mesmo tempo), Ed Brubaker foi sagaz e ousado, o Capitão América do Brubaker é um excelente quadrinho de espionagem, com uma trama mais realista e sendo corajoso ao ressuscitar Bucky Barnes, a morte do personagem definia o Capitão assim como o assassinato do tio Ben marcou para sempre o Homem-Aranha.

 Após a explosão do míssil que acabou dando Bucky como morto ele foi encontrado pela União Soviética, que fizeram diversas lavagens cerebrais e o tornaram uma importante arma durante a Guerra Fria, agora Steve Rogers precisará juntar todas as pistas e descobrir toda a verdade sobre o Soldado Invernal.


 Um destaque mais que merecido vai para a arte do Steven Epting, o traço é belíssimo e as cenas de ação são de tirar o folego, é de ficar empolgado toda vez que o Capitão lança seu escudo que nunca respeita as leis da física.

 Capitão América: O Soldado Invernal pode ser encontrado na coleção de Graphic Novels da Salvat em duas edições (44 e 45) ou no primeiro encadernado Marvel Deluxe do personagem, aparentemente a Panini irá republicar toda a fase do Brubaker com o personagem, sendo que o roteirista ficou cerca de 100 edições, é coisa pra caramba!

 Há grandes diferenças comparado ao filme da Marvel no entanto o longa metragem conseguiu pegar bem a essência do quadrinho, apesar de preferir a obra original eu não posso reclamar da adaptação pois é pra mim um dos melhores filmes baseado em quadrinho já feitos.