Hellblazer Infernal: A Melhor fase de John Constantine

 Continuando a minha loucura de ler tudo que foi publicado de Hellblazer em ordem cronológica eu terminei Hellblazer Infernal, a brilhante fase do personagem escrita pelo sádico Garth Ennis.



 Se quiser entender a ordem cronológica de Hellblazer clique aqui, agora se quiser ler a resenha que fiz sobre a fase Hellblazer Origens escrita pelo Jaime Delano clique aqui.

 A fase escrita pelo Garth Ennis é a predileta entre a maioria dos leitores de Hellblazer, você pode notar logo de cara a qualidade do material lendo o primeiro dos oito encadernados: Hábitos Perigosos.

 Neste arco John Constantine precisa lidar com um adversário do qual não pode vencer, o mago descobre que após anos fumando descontroladamente acabou adquirindo câncer de pulmão e já está em um nível terminal, Constantine precisa utilizar toda sua influencia e lábia para se livrar da doença enquanto o próprio diabo aguarda para buscar sua alma para o inferno, a conclusão dessa história é de tirar o folego!


 Não é só de desgraça que John Constantine vive, o inglês acaba tento um relacionamento duradouro com uma antiga amiga chamada Kit Ryan, a irlandesa se torna seu porto seguro no entanto a vida dupla do personagem jogou a relação pela privada.

 Em Hellblazer Infernal além do Primeiro dos Caídos jurar se vingar do mago ele precisou lidar também com o Rei dos Vampiros e um retorno marcante de um antigo inimigo, o Papa Meia-Noite.

 A magia continua bastante sutil nas histórias e o humor negro no roteiro se torna um personagem constante, principalmente quando Steve Dillon assume os desenhos, quem leu a dupla trabalhando em Preacher sabe do que estou falando.


 É impossível deixar de elogiar as capas feitas pelo Glenn Fabry, uma mescla de beleza e horror que encaixaram muito bem com o estilo de narrativa do Garth Ennis e do Steve Dillon, mais uma vez quem leu Preacher entente bem.

 Garth Ennis havia escrito Hellblazer até o arco "Um Sacana nos Portões do Inferno" do qual concluiu toda a saga que construiu ao logo dos sete volumes, o escritor voltou algumas edições depois para escrever o arco "O Filho do Homem" em parceria com o artista John Higgins e caral***, não é que o filho da mãe conseguiu se superar? O único ponto fraco dessas histórias são os desenhos, não que sejam ruins mas não combinaram muito com o estilo de narrativa.

 Se não conseguir encontrar o encadernado Hábitos Perigosos pode começar tranquilamente pelo "O Filho do Homem" pois não ficará perdido, só não leia as fichas dos personagens no final para não tomar algum spoiler.

 Jaime Delano utilizava o quadrinho para fazer criticas ao governo e a sociedade, Garth Ennis satirizou tudo, zombou da cara de todo mundo e criou um marco insuperável no Hellblazer, uma das melhores obras da sétima arte, isso é claro, se você tiver estomago para ler...